
Hoje estava por aqui navegando e por acaso se é que ele existe, visitei alguns blogs, li alguns textos, me identifiquei com pensamentos e resolvi criar um ... para colocar os meus pensamentos , as minhas contradições, e quem sabe ir mais além e colocar meus momentos de loucura e lucidez ... como dizia Clarice Lispector “ E a minha lucidez é que é perigosa “
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Hoje acordei com uma vontade imensa... de dizer tudo que eu penso, tudo que quero fazer...
queria transformar as minhas emoções em palavras...
As vezes paramos para pensar em tudo que está a nossa volta... e ai entramos num conflito imenso e intenso com o nosso próprio íntimo.. podemos dar o nome de " A guerra entre o 'eu' e o 'mim' ".. posso dizer que nos últimos dias estou assim... nesse intenso conflito ...
ultimamente ando ' explodindo ' com tudo e ao mesmo tempo eu me refúgio para um lugar distante ... minha MENTE e nela eu viajo para lugares onde jamais as pessoas entenderam então como num golpe cruel e mortal eu volto a REALIDADE e ai sim eu vejo as consequências de minhas ações!
Irei postar um texto no qual parei para a reflexão ... pois me identifiquei muito ... assim como outros dessa grande escritora contemporânea Marla de Queiroz a qual admiro muito.
"Porque eu tenho pesadelos que parecem tão reais até quando você me abraça. E eu acordo triste, e brigo de verdade e passo o dia grave e dolorida como quando a gente leva um tombo no piso liso... que é só o passado. É como se eu sentisse um ciúme horroroso do meu livro predileto comprado em sebo, a dedicatória apaixonada que não é a minha, os resquícios do manuseio de outras mãos. Alguém corrompeu o trecho que eu mais gostava quando grifou à caneta algo que não pude apagar com borracha e que era tão secretamente meu. Desenhou corações onde só havia minha dor e eu discordei da interpretação alheia. E achei aquilo tudo de uma crueldade atroz. Mas permaneci com o livro no colo, cheia de um afeto confuso por ele: afeto pelo que era, angústia por já ter sido de outro alguém, e aquela sensação (imbecil) de falta de exclusividade. Eu que sempre achei que tudo é e está para o mundo. Perdoa o meu senso de autoimportância, já que não consigo perdoar o meu egoísmo. Eu sei que em alguns presentes, no embrulho, laços do passado são aproveitados. Eu só queria que eles não fossem tão vermelhos: desses que doem nos olhos e no coração. "
Marla de Queiroz
Por hoje é só tenham todos uma linda quarta-feira ;)

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